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Estudo revela como marcas que convertem presença digital em negócio estruturam funil, dados e campanhas para transformar engajamento em vendas

A especialista em marketing digital e inteligência artificial Jovana Menezes, fundadora da agência Joya Woman, explica que 67,8% da população brasileira já usava redes sociais em janeiro de 2025, segundo relatório da DataReportal. A partir desse cenário, transformar perfis corporativos em canais de venda deixou de ser tendência e se tornou estratégia essencial de crescimento.

Segundo Jovana, as redes sociais deixaram de ser apenas vitrines. “Quando são mapeadas como etapas de funil, com dados e chamadas à ação bem estruturadas, passam a gerar receita real. A presença digital abre portas, mas é a estratégia que transforma audiência em resultado”, afirma.

No Brasil, as marcas enfrentam três desafios principais: definir com clareza a função de cada canal, conectar a audiência ao ponto de conversão, como e-commerce ou WhatsApp, e mensurar resultados. Estudos internacionais apontam que o mercado global de analytics de redes sociais teve projeção de US$ 302,7 milhões em 2024 no Brasil, com crescimento estimado de 21,8% ao ano até 2033, segundo o relatório da IMARC Group. Essa expansão reforça a necessidade de estruturas de mensuração e integração de dados.

No campo do marketing de influência, levantamento da Influencer Marketing Hub mostra que, globalmente, cada dólar investido pode gerar cerca de US$ 5,78 em retorno, evidenciando o potencial de conversão das redes. Embora os números sejam internacionais, servem de referência para o avanço do social commerce no Brasil, onde 55% dos consumidores já utilizam as redes para comprar, segundo o relatório “O Varejo 2025”, da Adyen.

Para Jovana, a transição de publicações para vendas exige método. Ela lista três práticas fundamentais:

  • Definir funil e métricas. “É preciso entender quantos veem o conteúdo, quantos clicam, quantos chegam ao carrinho e quantos finalizam a compra. Só assim é possível ajustar a rota e reduzir custos de aquisição”, explica.
  • Integrar canais e dados. “A jornada não termina no post. O público passa pelo link, conversa no chat e finaliza a compra em outro ambiente. As marcas que conectam esses pontos têm previsibilidade de resultado.”
  • Produzir conteúdo que conecta. Publicações educativas e inspiradoras, que geram identificação e não apenas promoção, constroem confiança e aceleram a conversão.

Para a especialista, o desafio é combinar autenticidade e técnica. “As redes sociais vendem quando há coerência entre o que a marca diz e o que entrega. O público quer propósito, clareza e valor real. Quem entende isso transforma presença digital em faturamento”, conclui Jovana Menezes

FONTE: Varejo S.A