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Mulheres têm se destacado em posições de liderança nos setores que antes eram majoritariamente assumidas por homens, como em Logística
A presença das mulheres em cargos de liderança segue em crescimento, mostrando transformações importantes nos últimos anos em profissões tradicionalmente ocupadas por homens. Segundo o relatório Women in Business 2025, publicado pela empresa de auditoria Grant Thornton, as mulheres devem alcançar representação igualitária na alta gestão por volta do ano 2051, sendo que, atualmente, ocupam 34% dos cargos de liderança.
Os avanços se refletem em diferentes setores. A empresa Social Digital Commerce, especialista em digital commerce, é um destes exemplos e se destaca por ter um quadro de colaboradores majoritariamente feminino. Atualmente, 53,8% dos colaboradores da companhia são mulheres, sendo que 11,5% ocupam cargos de liderança. “Na Social, acreditamos que ambientes diversos e inclusivos impulsionam a inovação e fortalecem nossos resultados. Na prática, vemos cada vez mais mulheres ocupando espaços estratégicos e de liderança, ampliando perspectivas e contribuindo de forma ativa para a evolução do nosso negócio e das nossas pessoas”, destaca Cibele Pinheiro, head de Recursos Humanos da Social.
Um ambiente respeitoso que permita o desenvolvimento profissional é fundamental para que o crescimento aconteça de fato. “Aqui na Social vejo que a cultura ajuda no meu crescimento profissional, pois se trata de um ambiente acolhedor, onde posso colocar minhas ideias em prática. Isso é muito gratificante, pois nos fornece inúmeras oportunidades. Principalmente, por ser uma empresa do setor do e-commerce, que precisamos atuar com mais dinamismo, e isso facilita neste desenvolvimento”, relata Daniele Silva, coordenadora de Planejamento Logístico da empresa. Atualmente, ela lidera um time de nove pessoas com funções administrativas e operacionais.
A colaboradora é formada em Logística, pós-graduada em Gestão Estratégica de Negócios, com MBA em Processos e conta com 28 anos de experiência em operações logísticas, com foco na indústria, sendo que está há quase quatro anos na companhia. Antes de assumir um cargo de liderança, Daniele exerceu diferentes funções no setor, o que lhe permitiu ter uma visão sistêmica do negócio e a conduziu à posição de coordenadora.
Para ela, ser mulher na logística é uma parte importante de sua história. “Atuo em um setor que, historicamente, foi comandado por homens. Eessa evolução, de poder ocupar uma posição estratégica dentro da Social, reforça a competência da mulher, o preparo técnico e a liderança do gênero feminino. Minha trajetória não foi construída apenas no cargo, por entregas, mas por posicionamento e capacidade de adaptação. Aprendi a transformar a pressão em foco e os desafios, aprendizados e responsabilidade em entrega de resultados”, relata.
Mesmo com inúmeros avanços, Daniele acredita que ainda são necessárias algumas mudanças para que haja mais aceitação das mulheres no mercado de trabalho. “Em alguns setores, a maioria são vagas para homens. Já participei de processos seletivos em que eu era a única mulher. Hoje, o setor de logística está mais facilitador para o ingresso de mulheres, pois este público é mais detalhista, consegue identificar com agilidade o que está faltando, desde a separação do pedido até a entrega, e isto faz a diferença, pois estamos lidando com a experiência do cliente. O setor de logística exige resiliência e esta é uma característica da maioria das mulheres. Por isso, elas conseguem ocupar esta cadeira de supervisão com total maestria”, finaliza a coordenadora.
FONTE: Varejo S.A
