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Em meio à hiperconectividade, a Geração Z redescobre o valor da escrita à mão e transforma a papelaria em ferramenta de expressão, autocuidado e identidade
Em um mundo marcado por notificações constantes e excesso de informações, um movimento silencioso tem chamado a atenção, a redescoberta do papel pelas novas gerações. Entre jovens da Geração Z e Millennials, cadernos, agendas, planners e diários deixaram de ser apenas instrumentos funcionais para assumir um papel simbólico, afetivo e até terapêutico. A chamada tendência analógica reflete uma busca por equilíbrio em meio à hiperconectividade.
Um levantamento internacional sobre hábitos de journaling aponta que cerca de 35% da Geração Z mantém algum tipo de diário ou registro pessoal, prática associada principalmente ao cuidado com a saúde mental e à organização da rotina. Já uma pesquisa de mercado realizada em 2025 pela Ryman indica que 51% dos jovens acreditam que escrever metas e sonhos em um caderno aumenta as chances de realizá-los, o que tem impulsionado a procura por agendas e planners físicos.
Esse movimento também se reflete nas redes sociais, onde conteúdos sobre papelaria, organização e journaling acumulam milhões de visualizações e formam comunidades que valorizam o retorno ao analógico.
De acordo com o relatório Future Consumer 2026, da WGSN, um dos perfis de consumo mais influentes do momento é o dos chamados “gleamers”, consumidores que, diante de um cenário de pressão econômica e excesso digital, passam a valorizar pequenas conquistas, bem-estar e experiências mais intencionais no dia a dia.
Nesse cenário, marcas de papelaria também têm acompanhado essa transformação. A Animativa, uma das principais fabricantes do setor no Brasil, investe no desenvolvimento de cadernos, agendas e planners que acompanham esse novo comportamento de consumo, combinando design, funcionalidade e elementos que incentivam a organização pessoal e a criatividade.
Ao oferecer produtos que estimulam o registro de ideias, metas e momentos do dia a dia, a marca contribui para que o papel seja cada vez mais percebido como um espaço de expressão e planejamento. Assim, enquanto o digital segue essencial para agilidade e conectividade, o analógico ocupa o espaço da pausa, da reflexão e da criatividade, reafirmando o papel como uma escolha consciente de uma geração que busca equilíbrio entre tecnologia e presença.
FONTE: Varejo S.A
