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Estratégia permite atender aos diferentes perfis de consumidores e se manter à frente da concorrência
No varejo digital, alguns segundos podem definir se uma venda se concretiza ou se perde. Diversificar os meios de pagamentos é uma forma de assegurar a agilidade esperada pelo consumidor e se manter à frente da concorrência, que tende a ser cada vez maior em um setor em expansão.
Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) mostram que o varejo digital cresceu 10,5% em 2024, atingindo R$ 204 bilhões em faturamento. A expectativa é bater R$ 235 milhões no balanço de 2025.
Alcançar o resultado exige acompanhar as tendências do setor e atender as necessidades do público-alvo. Na avaliação da diretora de Payments e Banking da Vindi, Monise Costa, o consumidor digital está cada vez mais pragmático, buscando formas rápidas de pagamento, no canal que prefere e com o menor atrito possível.
“É indispensável oferecer diversidade de pagamentos, como Pix, cartão de crédito, boleto e carteiras digitais. Não é somente conveniência, é uma forma de reduzir, de fato, o abandono de carrinho e criar condições para atender perfis muito diferentes de compradores, desde quem prioriza agilidade até quem precisa de opções mais tradicionais”, destaca.
De acordo com um estudo global realizado pela Capital One Shopping, até 2030, 65% dos pagamentos on-line serão feitos por meio de carteiras digitais, fazendo com que o mercado de pagamentos móveis chegue ao valor de US$ 587,5 bilhões.
Mix de pagamentos atende aos diferentes perfis
Consumidores têm preferências distintas em relação às formas de pagamento: um gosta de pagar no cartão de crédito, outro já se acostumou com as carteiras digitais, enquanto um terceiro ainda prefere pagar em boleto. Estar atento a isso é uma forma de se preparar para atender aos diferentes perfis.
Na prática, quando o método preferido do cliente não aparece no check-out, a frustração se instala, e as chances de desistência da compra já com os produtos no carrinho disparam. Não concretizar a venda na última etapa do processo é muito comum.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Opinion Box, até 85% dos consumidores desistem da compra na etapa final. Outro dado, do relatório da Akamai, aponta que a taxa de abandono de carrinho por desconfiança nos métodos de pagamento chega a 22%.
Nesse cenário, Monise explica que as plataformas que concentram a gestão dos meios de pagamento em um único ambiente, reduzindo falhas técnicas e inconsistências na etapa final da compra, ganham relevância. “Modelos como hub de pagamento ajudam a tornar o processo mais confiável e previsível”, avalia.
“Um mix de pagamentos bem estruturado é uma peça-chave na estratégia comercial de qualquer operação on-line. Quando o consumidor encontra o método de pagamento que usa no dia a dia, a jornada se torna mais natural, e isso se reflete diretamente na taxa de conversão e na percepção de segurança da loja”, ressalta.
Quais meios de pagamento não podem faltar no e-commerce?
Na hora de definir quais os meios de pagamento serão disponibilizados pelo e-commerce, a orientação é considerar fatores como comportamento do público, fluxo de navegação, ticket médio e o contexto econômico do momento.
- Pix: rápida aprovação e custo reduzido;
- Cartão de crédito: principal meio para tickets altos e parcelamento;
- Carteiras digitais: método em expansão global;
- Boleto: segurança e previsibilidade para quem não usa cartão.
Boas práticas que aumentam conversão
Estudos sobre experiência do usuário e comportamento do consumidor confirmam que melhorias no checkout reduzem abandono e elevam receita. Para isso, são recomendadas as seguintes práticas:
- Exiba métodos de pagamento já na página de produto;
- Ofereça checkout em uma etapa e sem exigência de cadastro obrigatório;
- Indique aprovação estimada e bandeiras aceitas antes do cliente inserir dados;
- Teste carteiras digitais conforme região e público;
- Monitore taxa de abandono por método de pagamento e ajuste a oferta.
FONTE: Varejo S.A
